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18 JAN 2016

Do xtase do fim de ano para a "nhaca" de janeiro

Estava aqui analisando – e me cobrando muito – sobre meu comportamento neste início de ano e bastou dar um passo para trás e ampliar a visão, para constatar que o mesmo acontece com inúmeras pessoas, mesmo que não admitam ou ainda não tenham percebido.

É curiosa a sensação de que saímos de uma excitação típica do período que antecede as festas de fim de ano, muitas vezes iniciada precocemente quando o calendário simplesmente muda de novembro para dezembro, para um sentimento de apatia, insegurança, receio, que tem data marcada para aparecer: o primeiro dia útil do tão esperado ano novo, exceto para aqueles que estão de férias e, então, deverá surgir no regresso à rotina diária.

Fico me perguntando para onde vai toda aquela esperança de dias incríveis, a certeza de que os planejamentos serão rigorosamente mais bem feitos, a promessa da busca incansável pela concretização de planos e sonhos...

Não exatamente a meia noite e um minuto do dia primeiro, mas tenho a impressão de que a transformação do êxtase do dia 31 para a “nhaca” trazida pelo desconhecido, pela sensação de recomeçar, ocorre ao despertar do primeiro dia que voltamos ao trabalho. E quando temos por cenário um país onde as perspectivas para o ano que mal começou – e talvez também para o próximo e o outro... – são tão desanimadoras, dá mesmo vontade de voltar pra cama e fazer uma reprogramação mental e física.

Onde será que guardei toda aquela disposição para o novo ano? Será que perdi no meio da ressaca das festas, guardei na “gaveta” errada? O que fazer com todas as 365 páginas em branco que me foram entregues para escrever uma nova história, que é um verdadeiro poema para ouvidos e coração nas mensagens de fim de ano? Cadê o fio da meada daquele planejamento perfeito que tracei para 2016 ou o esboço da nova campanha para atrair clientes ou ainda a melhor abordagem para fidelizar os já existentes, cujos insights começaram com a chegada das mensagens festivas em minha caixa de e-mail e outros simultaneamente ao espocar dos rojões?

Você também sente isso? Já sentiu? Qual sua análise? Ah e o principal: o que faz para mudar essa frequência?

Se você se perguntar o que é prioritário em momentos de estagnação, de instabilidade, se conseguir listar aquilo que está faltando em sua vida nos mais diferentes aspectos ou ainda o que poderia auxiliar a seguir em frente de forma melhor e mais agradável, talvez desperte sua habilidade criativa e descubra novos jeitos de prosperar, novos serviços e produtos a oferecer, que tal? É o conhecido exemplo daqueles que crescem na crise!

Por aqui, estamos montando novos pacotes de serviços, acessíveis, customizados, para que as empresas, por menor que sejam, não interrompam sua comunicação e, assim, não percam visibilidade no mercado, junto a seus públicos. Caso contrário, quando as coisas melhorarem, ou já terão desaparecido ou precisarão do dobro do investimento para retomarem um lugar ao sol.

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