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10 DEZ 2015

Mdicos e as Redes Sociais

MÉDICOS E AS REDES SOCIAIS

Acreditamos que todos concordam que novos processos, sejam evolutivos, tendências ou apenas modismos, exigem um período de adequação, de adaptação e, na maioria das vezes, demandam novas regras. Não seria diferente com a chegada da era digital!

Percebemos que ainda há muitos excessos, abusos, deslizes, certa ingenuidade e desconhecimento no uso de novas ferramentas que são valiosíssimas para a comunicação. Não nos arriscaríamos a dizer quanto tempo a chamada “sociedade da informação” levará para se ajustar da melhor forma e desfrutar dos excelentes resultados que podem ser alcançados com elas.

Certo é que tantas e tão rápidas novidades tecnológicas acabam por exigir mais de algumas categorias profissionais do que de outras. Do mesmo modo que nós, jornalistas e empresas de comunicação, estamos em busca de um ponto de equilíbrio sem perda de qualidade neste cenário do instantâneo, do globalizado, a área médica está revendo posturas e já definiu algumas regras.

Como atuamos bastante no segmento da Saúde, consideramos oportuno compartilhar o texto do amigo Marcelo Lavezo, advogado do setor, sobre o tema e esperamos que gostem:

PUBLICIDADE NA MEDICINA: COMO NÃO FERIR O CÓDIGO DE ÉTICA

O sucesso nos negócios é almejado por todos, qualificar-se, tornar-se referência e ser reconhecido em seu meio é o desejo de muitos profissionais. A publicidade é uma grande ferramenta neste processo! Em algumas profissões, tal como a dos médicos, existem regras de conduta ética que devem ser respeitadas, sendo a divulgação tratada diferentemente da publicidade de produtos e serviços comuns.

O que não se deve perder de vista quando da produção de material publicitário pelos médicos é a preservação do decoro da profissão, a credibilidade, promoção de hábitos saudáveis, prevenção da saúde etc. Como exemplo desse diferencial da publicidade em Medicina, podemos citar a necessidade do caráter educativo e esclarecedor que deve ser imputado ao material, de forma a tornar-se útil para a sociedade, afastando ainda qualquer caracterização sensacionalista.

É de grande relevância para o médico divulgar o seu trabalho de acordo com as regras encontradas no Código de Ética, pois que isso trará prestígio e credibilidade ao material criado, contribuindo para a criação de uma imagem positiva do profissional.

Atualmente, existem vários meios de mídia em que é possível a divulgação e o médico pode valer-se de qualquer deles, vejamos alguns exemplos:

•    Realização de entrevistas e publicação de artigos médicos com finalidade educativa em jornais e revistas, bem como em sites de internet. Nesses meios, é estritamente necessário que se informe nome completo, registro profissional e a especialidade cadastrada junto ao Conselho Regional de Medicina.

•    Manter site informativo na internet, que respeite os princípios e demais disposições previstas pelo Conselho Regional de Medicina é uma boa ferramenta para veiculação de informações genéricas sobre saúde direcionadas à sociedade, devendo haver sempre a ressalva de que o leitor deve procurar profissional de confiança para realização de avaliação clínica.

Recentemente o Conselho Federal de Medicina publicou resolução disciplinando as formas de utilização de redes sociais pelos médicos em todo o território nacional. Dentre as regras estão: não divulgação de fotos que caracterizam autopromoção (inclusive selfies), vedação de publicação de imagens do tipo “antes e depois” inclusive por pacientes promovendo o profissional etc.

Deve-se evitar a publicação de material que incorra em concorrência desleal, autopromoção, indicar exclusividade de métodos, vincular à publicidade determinado equipamento ou produto, dentre outras.

Também é impreterível que não se vincule imagens e informações de pacientes, ainda que com autorização expressa dos mesmos, exceção válida somente para trabalhos e eventos científicos, cumpridas algumas condições.

Conforme brevemente apresentado, é possível a plena divulgação do médico a respeito de seu trabalho de forma a atingir potenciais novos clientes, sem desrespeitar as normas de conduta éticas e morais, valiosas para a relação entre o médico e o paciente.

 

Marcelo de Oliveira Lavezo

OAB/SP 227.002

marcelolavezo@aasp.org.br

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