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04 NOV 2015

Humanizao em tempos de tecnologia?

Como já comentamos, a Agência Paulista de Comunicação tem a área de Saúde em seu DNA. Em mais de duas décadas de atuação, estivemos navegando por esses mares, por vezes mais intensamente, por outras mais esporadicamente, mas sempre envolvidos com o setor.

Ao mesmo tempo em que analisamos que foi um segmento um pouco resistente quanto à importância da Comunicação Empresarial como ferramenta de gestão, não dá pra negar que saiu na frente em vários outros quesitos. Um exemplo, é a busca constante pela inovação tecnológica.

Talvez essa seja justamente uma das razões que justifiquem algo que vem chamando nossa atenção: humanização!

O tempo de atuação e a familiaridade com Saúde e com Comunicação provavelmente sejam responsáveis por um curioso paralelo que tem gerado uma reflexão recorrente e que queremos dividir com vocês.

Em nossa percepção, a era tecnológica e até mesmo a chamada era digital chegaram primeiro na Saúde, nos tempos em que, na Comunicação, o foco não ia muito além do house organ. Não é de hoje que, constantemente, são apresentados ao mundo novos equipamentos, sistemas e complexas tecnologias em prol da detecção de doenças, de tratamentos, de telemedicina, robótica em saúde etc.

Será por isso que também há tempos o setor vem falando em humanização, em segurança do paciente, em atendimento humanizado? Será que, depois de uma fase de adequação às enxurradas tecnológicas, esse é naturalmente o passo seguinte, independente da área?

Uma coisa é certa: se avolumam os textos direcionados à área de Comunicação que tratam da era digital, das novas tecnologias e, consequentemente, da velocidade da informação, da globalização, das mudanças de comportamentos e atitudes sociais e corporativas, das transformações exigidas para a sobrevivência das empresas, de como explorar da melhor forma as inúmeras ferramentas comunicacionais disponíveis etc.

Por outro lado, são justamente nesses novos canais tão explorados (redes sociais e outros, que estimulam as pessoas a se exporem cada vez mais – inclusive cometendo inúmeros excessos), onde observamos como estão carentes!

Estamos elucubrando, viajando? Estamos míopes?

Mensagens como as que ilustram este texto são postadas incontáveis vezes por dia. Quando não estão no Facebook ou no Instagram, chegam via Whatsapp. Há até quem as publique no LinkedIn ou mesmo em todas as redes das quais é usuário.

Será que já não é este o momento de planejar estratégias para ajustar bônus e ônus da humanização e da tecnologia?

Se considerarmos que agilidade não é sinônimo de mal feito e atendimento ruim; que mensagens curtas não significam ausência de conteúdo ou textos rasos ou mal escritos; que disseminar informações pressupõe checagem de datas, fontes e veracidade; que falta de tempo não justifica ausência de resposta ou de transparência, nos arriscamos a responder que sim.

Sim, já é tempo de alinhar humanização e tecnologia na era que também é conhecida como sendo das pessoas e, de alguma forma, nos preparar para atender aos inúmeros “chamados” da sociedade que estão disfarçados de meros “compartilhamentos”. Contudo, sem duvidar dos enormes benefícios decorrentes da evolução tecnológica para os processos, sem o qual passou a ser praticamente impossível viver e sobreviver, mas também sem querer negar por decreto ou modismo o poder do contato, do olhar, da presença física, para os mais diversos tipos de relacionamentos sociais e corporativos. 

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